Pai doa rim ao filho e celebra o primeiro Dia dos Pais após transplante

Após meses de hemodiálise, Luiz Henrique recebeu um rim do pai, que passou por todo o processo de doação para devolver ao filho uma nova chance de vida

Ver um filho enfrentar uma doença grave é um dos maiores desafios para qualquer pai. Para Odair Dias da Silva, de 51 anos, a resposta foi imediata: ao descobrir que poderia ser compatível, iniciou todos os exames necessários para doar um rim ao filho, Luiz Henrique Affonso da Silva, de 26 anos, diagnosticado com uma doença renal crônica. O transplante, realizado em abril deste ano no Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), marcou o início de uma nova fase para a família e devolveu ao jovem a oportunidade de viver longe da hemodiálise.

Luiz Henrique iniciou o tratamento da doença renal em 2021. Com a evolução do quadro, precisou iniciar a hemodiálise no fim de 2025, enquanto aguardava um transplante. Foi nesse período que Odair decidiu passar pelos exames de compatibilidade e por toda a avaliação necessária para a doação em vida. A compatibilidade entre os dois foi confirmada, tornando possível o transplante que mudou a rotina de pai e filho.

Médicas nefrologistas do HEVV com o receptor

“Eu não queria que ele doasse no começo. Pensava em esperar um rim pela fila, mas ele insistiu que queria fazer isso por mim. Pai já dá a vida para a gente quando nasce e, no meu caso, deu a vida mais uma vez. Ver que deu tudo certo é motivo de muita gratidão”, conta Luiz Henrique.

Para Odair, a decisão nunca foi difícil. “A gente vê o filho passando por tudo aquilo e não consegue ficar parado. Quando soube que podia ajudar, não pensei duas vezes. Como pai, a gente faz o que estiver ao alcance para ver um filho bem. Hoje só tenho gratidão a Deus. É um milagre ver meu filho trabalhando, vivendo normalmente e longe da hemodiálise”, afirma.

Referência em transplante renal no Espírito Santo, o Hospital Evangélico realiza transplantes com doadores vivos e falecidos. Segundo a coordenadora do Serviço de Nefrologia do HEVV, Dra. Luciana de Assis Borba, o transplante representa muito mais do que um procedimento cirúrgico. “Quando o transplante é bem-sucedido, o paciente recupera autonomia e qualidade de vida. Volta a ter mais liberdade na rotina, reduz as limitações impostas pela doença renal e pode retomar projetos que muitas vezes precisaram ser interrompidos durante o tratamento”, destaca.

Neste Dia dos Pais, a data ganhou um significado ainda mais especial para Odair e Luiz Henrique. Além do vínculo construído ao longo da vida, os dois compartilham agora uma história marcada por coragem, generosidade e pela oportunidade de recomeçar juntos.

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