Depois de criar mais 50 cargos, agora Sabrina Astori quer que funcionários da Câmara de Guarapari trabalhem em casa

Manoel Alves

Quando a vereadora Sabrina Buback Astori, PSB, foi eleita Presidente da Câmara Municipal de Guarapari, em primeiro de janeiro deste ano, muitos já passaram a olhar para a vereadora mais votada do município com outros olhos. Mais votada sim, com importante apoio de dois dos seus tios, diga-se de passagem. Aliás, foi graças ao empenho e a capacidade de articulação política que tem seu tio Acácio Astori, que Sabrina Astori virou presidente.

 Filha de ex-vereador, neta de ex-vereador, após eleita Presidente da Câmara de Guarapari, uma das cidades mais importantes do Espírito Santos, se esperava que a vereadora enxergasse a grande oportunidade que lhe foi dada, a oportunidade de se fazer história como a segunda mulher eleita Presidente do Poder Legislativo, e não apenas enxergar os cerca de R$1,6 milhão que a Prefeitura repassa à Câmara mensalmente.

Como vereadora mais votada de Guarapari e administrando R$1,6 milhão/mês, Sabrina Astori deveria enxergar uma larga estrada onde a mesma poderia caminhar na construção de seu nome para que no próximo ano pudesse ter tamanho político para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, e mais na frente, quem sabe, com musculatura política, disputar a Prefeitura de Guarapari. Mas, para tanto, precisa amadurecer politicamente e se transformar em liderança política, porque ser líder não é só ter mandato não, ser líder não é só sentar na cadeira de Presidente não.

Sabrina Astori cria mais 50 cargos para a Câmara de Guarapari

Passados quase seis meses da atual Legislatura e do mandato de Sabrina Astori como Presidente qual foi o grande feito da Câmara Municipal? A Câmara Municipal sob a administração da nobre vereadora, teve a brilhante ideia de criar mais 50 cargos na estrutura do Poder Legislativo para que os nobres vereadores pudessem prestar um melhor serviço à população. Na ocasião da votação, apenas o vereador Thiago Garrocho (Casal Policial), votou contra.

Outro feito, foi aprovar às cegas, projeto do Poder Executivo, criando novas secretarias que até agora não mostraram terem trago benefícios para a população, ao não ser a criação de novos cargos na prefeitura e assim o prefeito poder nomear os apadrinhados dos vereadores. Por que os vereadores não se atentam a conhecerem o Regimento Interno da Casa de Leis, e assim aprenderem qual é o papel do Poder Legislativo perante a população, a mesma população que paga seus salários?

Agora Sabrina Astori quer que os servidores trabalhem em casa

Atuando meio que de costas para a população e sem saber pra onde sopra o vento Sul, no último dia 12 deste, a vereadora Presidente da Câmara assinou a Portaria 9.609/25 que dispõe sobre a autorização do regime de trabalho remoto (Home Office) para até 50% dos servidores da Câmara Municipal de Guarapari. Será que agora uma pessoa poderá ser nomeada na Câmara de Guarapari e trabalhar dos EUA? Seria essa a justificativa plausível?

 Quem seria o sábio, o gênio da política que é o mentor político da nobre vereadora Presidente da Câmara Municipal de Guarapari? Será mesmo que Sabrina Asstori espera se tornar liderança (de verdade), apenas focada em torrar dinheiro público, uma vez que a Câmara Municipal recebe R$1,6 milhão/mês? Se continuar como está, lamento informar que ela precisa se agarrar a alguém para se manter na Presidência do Poder Legislativo que ela própria ainda não se deu conta da importância que tem. O Poder Legislativo de Guarapari não é negócio!

E o que dizem os demais 16 vereadores? Que se saiba, NADA. Os nobres vereadores, principalmente aqueles que vivem um certoestrelato, precisam entender que ações como esta do chamado “trabalho” remoto é um verdadeiro tapa na cara da sociedade. O Salário do vereador já é um absurdo, muita gente não tem trabalho, muita gente observa os tais assessores vivendo de dinheiro público, e agora sem precisar sair de casa? Será que os vereadores da nova política não enxergam tamanha aberração?

O que as pessoas acham:

“É um bando de sangue sugas. Só fazem as coisas em prol de si mesmo. Um bando de atoa que vivem as custas do povo de Guarapari”, diz Silvério Amarante filho.

“É bom que aqueles trabalham todos dias, no Sol, na chuva, de noite ou de dia, que esperam horas no ponto e pegam ônibus lotados, lembrem disso na próxima eleição”, Amaral Filho.

“Ela quer colocar o povo que ela deu emprego, em casa atoa”, Letícia Flávia.

‘’ Indo para a Câmara já não trabalham, imagina em casa”, Benilda Pereira.

“Fora totalmente da realidade do trabalhador brasileiro que muitos pegam condução bem cedo para estarem na hora certa no serviço. Realmente a senhora vereadora está fora de uma realidade dura do trabalhador brasileiro”, Alexandre Simões.

“Desonestidade é a palavra certa. Enquanto o povo não aprender a votar, nosso dinheiro será surrupiado”, Pedro Dias Trindade.

Todo mandato acaba!

O que diz a nobre Presidente!

Sabrina Astori: Prezado Sr. Manoel Alves.

Em atenção ao seu questionamento sobre a portaria 9.609/2025, segue esclarecimento.

“A Portaria 9.609/2025 autoriza que até 50% dos servidores da Câmara a atuem em regime remoto (home office) de forma alternada e controlada. Essa medida não tem relação com qualquer pandemia, mas sim com uma política de modernização administrativa, que já vem sendo adotada por diversas instituições públicas pelo país. Trata-se de uma tendência consolidada na administração pública moderna, respeitando os princípios da eficiência, economicidade e continuidade do serviço público.

A medida está sendo implementada com critérios claros, controle de produtividade e dentro dos limites legais, não havendo qualquer prejuízo ao funcionamento da Casa Legislativa nem ao atendimento à população. Importante destacar que diversos órgãos públicos em todas as esferas – federal, estadual e municipal – já adotam modalidades semelhantes, inclusive com resultados positivos comprovados.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já implementou o sistema híbrido. Outras Casas Legislativas como as Câmaras Municipais de Curitiba, Recife, Belo Horizonte e Vitória também já regulamentaram o home office de forma permanente para parte dos servidores.

Além disso, tribunais como o TCU, STF, STJ e diversos Ministérios adotam o teletrabalho como estratégia de eficiência, redução de custos e valorização dos servidores.

Se vê, então, que a iniciativa da Câmara de Guarapari não é inédita, mas sim alinhada às melhores práticas de gestão pública contemporânea, especialmente em um momento em que a tecnologia permite que muitas atividades sejam desempenhadas remotamente com eficiência e responsabilidade.

No nosso caso isso é feito sem nenhum prejuízo ao atendimento ao público nem às atividades legislativas. É uma medida de gestão responsável, que respeita os limites legais e busca melhorar a qualidade do serviço público.

A Presidência da Câmara Municipal de Guarapari reforça seu compromisso com a transparência, o zelo com o erário público e a qualidade dos serviços prestados à população guarapariense. Além disso, está à disposição para qualquer outro esclarecimento”.

Atenciosamente,

Sabrina Astori Presidente da Câmara Municipal de Guarapari

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