Médicos do HEVV levam música à UTI em ação que se tornou tradição de fim de ano

Uma ação de humanização que emociona pacientes e equipes

O Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) viveu, nesta manhã, um daqueles momentos que marcam profundamente quem está dentro da instituição. O cardiologista Diogo Barreto, coordenador da Cardiologia do hospital, percorreu as Unidades de Terapia Intensiva levando seu violino e interpretando canções ao lado do cirurgião cardíaco Vinícius Costa, que o acompanhou ao violão. A ação passou por três UTIs, emocionando pacientes e equipes.

José dos Santos, de 67 anos, fez o procedimento de angioplastia e está no hospital há um dia. Ela se emocionou ao ouvir e ver a apresentação. “Eu nunca imaginei que fosse ver isso dentro de um hospital. Aqui nós ficamos mais fragilizados e quando ouvi o som achei maravilhoso, sou apaixonado por música. Muito obrigada pelo cuidado que vocês têm com a gente”, agradeceu o idoso.

A iniciativa, que nasceu no ano passado a partir de uma ideia das coordenadoras das UTIs, Karla Machado e Larissa Dondoni, hoje se consolida como uma ação institucional de humanização. O que começou de forma simples cresce e ganha ainda mais significado ao se repetir, tocando pessoas em um momento tão delicado como a internação em terapia intensiva.

Para a coordenadora da equipe multidisciplinar do HEVV, Mariany Palauro, a vivência reforça a força dos pequenos gestos no cuidado. “Quando algo nasce do olhar atento das equipes e se transforma em tradição, é porque realmente faz sentido para quem vive o cuidado diariamente. É emocionante ver essa ação acontecer novamente e alcançar tantas pessoas”, destaca.

O repertório incluiu músicas que remetem à esperança, à fé e à renovação, como Noite Feliz, Perfect e Anunciação. Para a coordenadora da UTI, Larissa Dondoni, a música transforma o ambiente. “Ela muda completamente a atmosfera. É um instante de respiro que toca pacientes, familiares e também os profissionais que estão ali todos os dias”, afirma.

O cardiologista Diogo Barreto reforça que a ação segue sendo especial a cada edição. “A música sempre fez parte da minha vida. Poder compartilhá-la aqui, hoje, dentro das UTIs, é muito forte. A gente percebe no olhar, nas lágrimas e no silêncio dos pacientes o quanto esse momento é significativo”, relata.

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