Vereadora Sabrina Astori,Presidente da Câmara de Guarapari.
Na maioria das vezes, as coisas não saem como esperado, essa maioria é no nosso dia a dia, porque na política, quase nunca acontece conforme o esperado. E um exemplo claro em Guarapari, é a vereadora e atual Presidente da Câmara Municipal, Sabrina Astori, PSB.eleita a vereadora mais votada de Guarapari e em seguida Presidente do Legislativo Municipal, logo se esperava que Sabrina Astori, fosse implantar na Câmara Municipal, uma política de visibilidade para si e para o próprio Poder Legislativo debatendo políticas públicas de interesse da população. Doce engano!
Neta do saudoso Ventura Astori que foi vereador por diversos mandatos e era conhecido no meio político por honrar sua palavra e compromissos firmados, se esperava que a neta seguisse os passos do avô e assim, quem sabe, se transformar numa verdadeira liderança política em Guarapari e região. Mas, talvez por inexperiência e falta de assessoria, Sabrina Astori prefere se apequenar e se contentar em administrar cerca de R$1,6 milhão mês enquanto estiver presidente do Legislativo Municipal. Nada que relembre seu avô.
Para azar de Sabrina Astori, e do próprio município de Guarapari, tudo indica que teremos uma Legislatura com muitas turbulências, que servem apenas para queimar o filme do Poder Legislativo e desacreditar cada vez mais os próprios vereadores. Só para se ter uma ideia do quanto esse primeiro ano de Legislatura tem sido negativo, faltando pouco para completar um ano com Sabrina Astori na Presidência, já tivemos um vereador cassado, um vereador suspenso (acho que a primeira vez na história política de Guarapari) e um outro balançando para cair. Parece que falta a nobre Presidente maturidade e capacidade política. A Câmara Municipal parece mais uma panela com pipoca.
Atuando aparentemente às cegas e sem uma Assessoria de Comunicação a altura do que a Câmara Municipal de Guarapari merece ter (pelo menos ainda não recebemos um release da atual Legislatura), a vereadora Presidente vai vislumbrando o status de estar na Presidência enquanto o barco segue meio que a vontade da maré, e os escândalos aparecendo de tempos em tempos.
Mostrando que estava preocupada apenas consiga mesma com os parceiros que a elegeram presidente, logo que assumiu, Sabrina Astori deu a primeira tapa na cara da sociedade quando criou mais de 50 novos cargos para nomear cabos eleitorais dos nobre vereadores. Depois não satisfeita, deu a segunda tapa na cara da população quando determinou através de decreto resolução que parte destes servidores cabos eleitorais ficassem trabalhando em casa, no chamado Home Office. Depois veio o escândalo das diárias para vereadores e funcionários do Legislativo. Como se não bastasse a falta decência em pagar mais de R$10 mil por vereador para irem fazer curso em São Paulo, funcionário que faz um curso em Vitória precisa receber diária? É uma forma de torrar R$1,6 milhão mês? E Outra, vereadores de segundo mandato ainda precisam fazer cursos as custas de dinheiro público? Quando você estar candidato não se diz preparado para ser representante do povo? E mais, os tais novatos que foram eleitos com discurso moralista embarcam na mesma canoa de boquinha fechada.
Não sei se Sabrina Astori sabe, mas ser Presidente de uma Câmara Municipal não é apenas administrar os repasses que o Executivo envia mensalmente. Ser Presidente, é dever e quase que uma obrigação zelar pelo próprio parlamento, pelo nome dos nobres vereadores, fazendo com que através de uma Assessoria de Imprensa profissional e competente, o trabalho do vereador apareça. A vereadora Presidente optou por navegar contra a maré.

Manoel Alves é Diretor/Editor do portal Imprensa Capixaba, Jornal Primeira Página e Revista TEMA Turismo & Mercados
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