Presentes em diferentes etapas da assistência, farmacêuticos têm papel fundamental na segurança do tratamento dos pacientes
Quando se fala em farmacêutico, é comum pensar no profissional que trabalha em drogarias. Mas a atuação do farmacêutico também está presente dentro dos hospitais, acompanhando diferentes etapas da assistência, mesmo que nem sempre seja percebida pelos pacientes. Neste 25 de setembro, Dia Internacional do Farmacêutico, a data também chama atenção para o trabalho desses profissionais nos bastidores do cuidado.
No Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), são nove farmácias, sendo uma central e oito satélites, com atuação em diversas áreas. Os profissionais acompanham a cadeia do medicamento, desde o recebimento e armazenamento até a análise e dispensação para os diferentes setores. “É uma das cadeias mais críticas dentro de um hospital. O farmacêutico acompanha todo esse processo, sempre atento aos riscos e à segurança do paciente”, explica Kelly Ventorin, gerente da Assistência Farmacêutica do HEVV.

Foi conhecendo essa rotina que Ranielly Bonazzo, de 37 anos, decidiu seguir a profissão. Ela chegou ao hospital apenas com o Ensino Médio e experiência de trabalho em uma padaria. Começou como auxiliar de farmácia e permaneceu na função por 14 anos. Depois de nove anos na área, iniciou a faculdade e, assim que concluiu a graduação, passou a atuar como farmacêutica. “Eu vejo a Farmácia como um super-herói de capa invisível. A gente não aparece para o paciente, mas está ajudando no cuidado todos os dias. O hospital não funciona sem a Farmácia”, conta.
Uma trajetória parecida foi vivida por Maria Aparecida Felippe, de 45 anos. Ela começou a trabalhar no hospital há 16 anos, na Lavanderia, até surgir a oportunidade de atuar como auxiliar de farmácia. O contato diário com a área despertou o interesse pela profissão e a levou à faculdade. Formada em dezembro, hoje trabalha como farmacêutica no HEVV. “Fui me apaixonando e me identificando com a Farmácia. Hoje é muito gratificante acompanhar o resultado desse trabalho e saber que também contribuímos para o cuidado do paciente”, afirma.
Apesar de grande parte desse trabalho acontecer longe dos olhos de quem está internado, cada medicamento utilizado na assistência passa por processos que envolvem a Farmácia. Para Stela Mourêncio, farmacêutica referência da farmácia clínica do HEVV, o paciente está no centro dessa atuação. “Nosso trabalho é sempre focado no paciente e em garantir que ele receba o tratamento adequado e com segurança”, destaca.
Presente em diferentes etapas da assistência, o trabalho do farmacêutico nem sempre é percebido pelo paciente, mas faz parte do cuidado diariamente. Da análise dos medicamentos à segurança do tratamento, esses profissionais ajudam a garantir que cada etapa aconteça da forma adequada.
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